Empresária é presa em SC suspeita de envolvimento na morte de engenheiro que era diretor em prefeitura

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A empresária Vera Lúcia da Luz foi presa temporariamente (por 30 dias) em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, suspeita de ter envolvimento com a morte do engenheiro Sérgio Renato Silva, de 64 anos, que era diretor do Departamento de Análises e Projetos, órgão ligado à Secretaria de Planejamento Urbano do município, como mostrou o Jornal do Almoço. A vítima foi assassinada na porta de casa, em 22 de fevereiro de 2017, em Itajaí.

A reportagem não localizou o advogado da empresária. Vera, que atendia a diversas construtoras da cidade, foi presa na quinta-feira (10) durante a Operação 121, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

As investigações apontam que a morte teria sido premeditada e estaria ligada a uma quadrilha cujos interesses estariam sendo contrariados pelas atividades inerentes à função pública exercida pelo engenheiro assassinado. O grupo estaria conseguindo vantagens por meio de crimes ligados a documentos expedidos pela Secretaria de Planejamento Urbano.

O crime foi investigado pela Polícia Civil, que indiciou e prendeu preventivamente três pessoas. Mas, não foram esclarecidos quem mandou matar o engenheiro e a motivação. Assim, em dezembro de 2017, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu ao delegado que é membro do Gaeco para que fosse instalado novo inquérito.

Além do mandado de prisão temporária, durante a operação também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e em uma construtora, todas em Balneário Camboriú. O Gaeco ainda deverá interrogar investigados e ouvir testemunhas.

CPI

Vera chegou a ser ouvida em março deste ano numa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) aberta pela Câmara de Vereadores, que apura supostas irregularidades na pasta de Planejamento. A investigação do legislativo começou em fevereiro.

Ela já tinha sido notificada para prestar esclarecimentos novamente na quinta-feira (17), disse o vereador Marcelo Achutti (PP), presidente da CPI. Os legisladores ainda pretendem ouvir, nas próximas semanas, representantes de construtoras e de cartórios de registos de imóveis.

O crime

Silva foi assassinado durante a tarde, na frente de casa, na Praia Brava, em Itajaí, com tiros disparados por duas armas diferentes, sendo uma .36 e uma 9 mm. O engenheiro foi chamado até o portão e atingido enquanto fugia.